segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Declaração de apoio de Ana Margarida de Carvalho


Porque o jornalismo em Portugal morreu e ainda ninguém lhe comunicou o óbito.

Porque o corpo está entregue a unidades de neurocríticos, atarantados, menos preocupados em reanimar o ofício do que a impressionar o administrador, e ora ligam o ventilador ou a máquina de fazer pim!
Porque o pacto da verdade com o leitor está a ser quebrado pela perversa lógica do clickbait. Porque há muitos leitores incautos que caem na fraude e na armadilha. Porque não é admissível que se condicione a remuneração do jornalista ao número de clicks que atinge uma publicação digital.
Porque um jornalista não é um «produtor de conteúdos» nem um «organizador de eventos», muito menos tem de se ocupar do marketing e da «viralização» da notícia.
Porque os mais influentes jornais americanos e europeus vivem no mesmo e incestuoso mundo da simplificação, do totalitarismo do gosto, debitam os mesmos clichés, copiam-se uns aos outros, reproduzem os mesmo comentários, as rubricas têm o mesmo nome, repetem as mesmas fórmulas, hierarquizam os mesmo assuntos e a consanguinidade nunca fez bem a ninguém.   
Porque jornalismo sem jornalistas não existe.
Porque democracia sem jornalismo também não existe.
Porque se registam, apesar de tudo, alguns sinais vitais.
Porque há outras coisas que se devem salvar, para além de bancos.
Vota Lista A

Ana Margarida de Carvalho, escritora e jornalista no desemprego

Lista A – Unidade e Participação a valer


Camaradas,

É já depois de amanhã a votação presencial para os órgãos do Sindicato dos Jornalistas, acto maior na vida da nossa organização de classe. Por isso renovamos o apelo de sempre: participa, votando.
Ao longo desta campanha, a candidatura da lista A – Unidade e Participação procurou levar até junto dos associados, mas também da generalidade dos jornalistas e dos cidadãos, as linhas de acção do seu manifesto e também propostas concretas.
Através da apresentação das linhas programáticas inscritas em vários documentos colectivos, mas também de inúmeros depoimentos individuais, a lista A expôs as suas ideias e os seus compromissos para valorizar o Conselho Deontológico (CD).
Órgão essencial da auto-regulação dos jornalistas, o CD deve readquirir o protagonismo na discussão das práticas profissionais e estar no centro do debate sobre a ética do jornalismo e a deontologia dos jornalistas.
Estas eleições decorrem nos dias posteriores a mais um ataque à liberdade de imprensa, com as afirmações do presidente do Sporting Clube de Portugal, no sábado, a suscitarem justa indignação com o apelo ao boicote do público aos órgãos de informação e com as tentativas de agressão a camaradas em serviço nas instalações do clube.
Solidária com os repórteres alvo da hostilidade e condenando com firmeza aqueles acontecimentos, a lista A reafirma a importância de um dos deveres fundamentais do nosso Código Deontológico – o de lutar contra as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. Também para este objectivo podem contar connosco!.      
A lista A – Unidade e Participação comprometeu-se também a dinamizar o Conselho Geral, o órgão que assegura a representação plural dos jornalistas, que garante a concretização da diversidade e leva ao seio dos órgãos do Sindicato a voz crítica e também o aconselhamento, reflectindo o pulsar da classe.
A precariedade e os despedimentos, a exploração do trabalho de estudantes, a falta de condições de trabalho, a fuga à justa retribuição do trabalho e especialmente do trabalho suplementar em dias feriados e a falta de informação sobre a negociação do Contrato Colectivo de Trabalho da Imprensa são algumas prioridades da intervenção dos eleitos da lista A.

Para o Conselho Deontológico e o Conselho Geral, vota lista A - Unidade e Participação    

Declaração de apoio de João Ramos de Almeida




Vivemos tempos complicados na comunicação social e cada vez mais se sente que o seu papel constitucional está contaminado. As redacções encurtam-se, os jornalistas empobrecem, a informação está cada vez mais centralizada. E por tudo isto, e porque os problemas já vão surgindo em cada redacção, a unidade dos jornalistas é algo que se tornará imprescindível nos próximos tempos. Até agora não foi possível construir essa unidade, nem se debateu ainda essa urgência. Mas num momento como este, pode ser bastante útil que haja a maior diversidade de opiniões dentro do próprio Sindicato dos Jornalistas. E que essa unidade se faça, fazendo qualquer coisa. Por isso, voto lista A para o Conselho Geral e para o Conselho Deontológico.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Candidatos ao Conselho Geral em discurso directo


Declaração de apoio de Sérgio Ramos



O jornalismo está nas ruas da amargura. E a culpa e nossa. Só nossa.  Falta-nos coragem para sermos jornalistas. Para sermos repórteres. Porque o melhor do jornalismo é ser repórter. Digo eu.
Sinto que cada vez mais estou desfasado destes princípios. Mas eu acredito. E vou continuar a acreditar. E  por isso, por acreditar que pode haver futuro para o Jornalismo, apoio a lista A. Temos de acreditar que o Jornalismo vai voltar a servir a sociedade
Vota Lista A!

Sérgio Ramos
Repórter de Imagem na RTP

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A lista A em campanha


Em mais uma jornada de campanha nas redacções, candidatos da lista A - Unidade e Participação visitaram hoje a Rádio Renascença, o "Público" e "A Bola" em Lisboa. Foi distribuída também informação da lista em várias outras redacções, nomeadamente no "Jornal de Notícias", "Diário de Notícias", "Dinheiro Vivo" e "Expresso", no Porto.

Ex-secretária-geral da FIJ apoia a lista A


Eu não conheço todos os integrantes da lista A. Mas, conheço alguns: Martins Morim, Alfredo Maia, Anabela Fino, entre outros. E isso já me faz dar meu integral apoio aos nomes e programa do grupo. São jornalistas e companheiros que dedicaram a vida ao trabalho sindical. Coletivo. Num tempo em que somos empurrados para o individualismo. Companheiros preocupados com as condições de trabalho e salário dos jornalista. Mas, também, e principalmente, com o futuro do jornalismo e da qualidade do que é produzido e entregue à sociedade. No Brasil, vivemos uma crise do jornalismo. Então, espero que, eleitos, continuem nos inspirando no nosso exercício profissional e na busca do que todos desejamos. Um jornalismo que promova os aspectos humanos, humanizantes e emancipatórios da comunicação."

Beth Costa
Jornalista
Ex-secretária-geral da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ)

Ao que vimos e quem somos

Síntese do manifesto da lista A - Unidade e Participação e apresentação sumária dos candidatos:

(PF "clicar" nas imagens para melhor leitura)


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A lista A em campanha


Os candidatos da Lista A - Unidade e Participação realizaram hoje mais uma jornada de campanha em várias redacções em Lisboa: Agência Lusa, RTP, RDP, "Jornal de Notícias", "Diário de Notícias", "O Jogo", TSF, "Dinheiro Vivo" e Global Imagens.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A lista A em campanha




Os candidatos da Lista A - Unidade e Participação estiveram hoje em campanha, nas redacções da SIC, do "Expresso", ambas do grupo Impresa, da "Visão", do "Jornal de Letras" e de outras publicações do grupo Grupo PIN.
Amanhã vão estar nas redacções de Lisboa da Agência Lusa, da RTP, da RDP e e dos vários órgãos de informação detidos pela Global Media Group.

Depoimento de Carlos Lopes Pereira



Um combate democrático

A maioria dos jornalistas portugueses enfrenta hoje problemas muito complexos.
Esses desafios são conhecidos: da insegurança laboral ao clima de intimidação, passando pelos mecanismos de controlo da produção de informação, pela imposição de agendas e critérios que mercantilizam a informação, pelas limitações ao pluralismo político e ideológico. Tudo isso empobrece o jornalismo e condiciona a liberdade de informação.
O jornalista Fernando Correia, que estudou esta problemática, considera que agrava-se cada vez mais a contradição, inerente ao capitalismo, «entre o crescente poder social dos media e a sua apropriação privada para fins lucrativos, especulativos, de conquista de poder ou de influência no poder».
Tais constrangimentos e pressões sobre os jornalistas são ainda maiores nos media regionais e locais do interior do País. Aqui, avança a desertificação, as empresas são frágeis, o mercado publicitário é pequeno, jornais e rádios sobrevivem com enormes sacrifícios, aprofundam-se dependências.
A eleição para os diferentes órgãos do Sindicato dos Jornalistas é o momento indicado para renovar o debate sobre estas e outras questões e preparar a continuação da luta para além da votação. 
O lema da candidatura da Lista A ao Conselho Deontológico e ao Conselho Geral, «Unidade e Participação», é um óptima bandeira. Com o apoio de um SJ plural e interventivo, cabe a toda a classe, unida em torno do essencial, participar desse combate democrático em defesa dos jornalistas e do jornalismo. 

(Carlos Lopes Pereira é jornalista no “Diário do Alentejo”) 

Uma lista de mulheres e homens livres




Os candidatos da lista A – Unidade e Participação foram surpreendidos pelo teor de um texto de campanha da lista B, no qual se lê: “Somos uma equipa que não segue directórios ou comités, uma lista de gente que pensa pelas suas cabeças, cuja unidade coerente se baseia na múltipla diversidade daqueles que nela participam”.
Tal parágrafo comporta insinuações inaceitáveis em democracia e intoleráveis em profissionais que devem prezar a lealdade. Por isso não pode ficar sem resposta.   
A lista A – Unidade e Participação é uma lista constituída exclusivamente por mulheres e homens livres, todos com provas dadas no exercício da profissão e a maioria com larga experiência de vida sindical, sempre ao serviço dos jornalistas e da causa dos seus direitos, da liberdade de imprensa e de um Jornalismo eticamente responsável.
Os candidatos da lista A participam, de livre vontade e em plena autonomia, em mais esta campanha eleitoral. Não obedecem senão à sua consciência e à convicção de que transportam um projecto sindical que julgam melhor para o Sindicato dos Jornalistas.
Foram-se juntando ao longo de muitos anos e de sucessivas eleições para os órgãos do SJ, em função da identificação de problemas e necessidades, em sintonia com propostas, objectivos e modos de intervir, sem se perguntarem sobre rótulos de qualquer espécie e sem serem reféns de qualquer obediência.
Com opiniões e convicções diversas, mas convergindo no fundamental para a defesa da classe e do jornalismo, com experiências e mundividências distintas, os candidatos da lista A não pediram licença a ninguém nem recebem ou receberão ditames seja de quem for.
Não é novo. Sabem-no, por experiência, as largas dezenas de camaradas que participaram connosco em sucessivos processos eleitorais. E podem testemunhá-lo os que hoje estão noutra lista.
Os candidatos da lista A – Unidade e Participação estão séria e serenamente empenhados nesta campanha, como estiveram em todas antes, imbuídos de um profundo e genuíno espírito democrático.
Os candidatos da lista A – Unidade e Participação apresentam propostas e submetem-se ao juízo dos eleitores, sem ataques gratuitos a outras listas nem insinuações sobre a conduta de outros.
É a única forma – leal e sincera – que temos de estar no sindicalismo e ao serviço dos jornalistas, pela unidade da classe. E damo-nos muito bem com isso. Estamos certos de que os sócios do SJ e os jornalistas em geral também.

Deontologia: 8 – Deontologia, um património colectivo

  
A lista A – Unidade e Participação para o Conselho Deontológico conclui esta série de textos dedicado ao desenvolvimento dos oito compromissos com uma exortação à valorização do património colectivo do SJ, da classe e da sociedade.
A lista A compromete-se a assegurar “a disponibilização, no sítio do Sindicato dos Jornalistas em linha, de um corpus documental que valorize especialmente a doutrina produzida pelo CD ao longo de décadas, designadamente através da sistematização de comunicados, pareceres e recomendações versando questões e problemas relevantes, bem como o acesso a outros textos e documentos de apoio aos jornalistas e em particular aos conselhos de redacção”.
O “separador” do sítio do SJ (www.jornalistas.eu) dedicado ao Conselho Deontológico disponibiliza apenas as decisões e pareceres do CD no mandato iniciado em Janeiro de 2015 (a exemplo do que acontece com comunicados e pareceres da Direcção…). Como se nada tivesse acontecido antes dele, como se, antes do mandato que agora cessa, outros mandatos não tivessem produzido textos da maior importância e qualidade.
Além de nos propormos recuperar numa base única todos os textos produzidos ao longo da existência do CD, pretendemos assegurar uma colectânea de textos com outras origens (com a devida autorização dos autores), mas de utilidade para os jornalistas, bem como sugestões bibliográficas e ligações para publicações e sítios em linha.
A Deontologia dos jornalistas não é propriedade dos titulares transitórios no CD; é património da classe e deve ser colocada ao serviço da classe e da própria sociedade.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Deontologia: 7 – As exigências da informação em linha




O 7.º compromisso da lista A – Unidade e Participação para o Conselho Deontológico é muito directo quanto ao assunto e visa preencher uma preocupante lacuna muito evidente: “Promover um debate na classe dos jornalistas acerca das questões éticas e deontológicas envolvidas no tratamento da informação no jornalismo multimédia em linha”.
A voragem dos novos ritmos de trabalho e as consequências das mutações na própria noção de actualidade sugeridas pelas possibilidades tecnológicas da comunicação instantânea alteraram radicalmente as condições de produção dos media.
Com a palavra de ordem “É necessário gerar tráfego!”, frequentemente vemos sacrificados, no altar da rentabilização económica dos novos meios, não só conceitos básicos de Jornalismo, mas também princípios fundamentais da ética e da deontologia.
Quando o imediatismo sacrifica tantas vezes a verificação das informações e prescinde da obrigação de ouvir as partes com interesses atendíveis, mandando publicar a quente, mesmo que (remotamente…) tenhamos de desmentir a frio, algo vai mal no campo da consciência ética.
Quando uma qualquer “informação” circulando nas redes sociais atingindo pessoas é transformada em notícia só porque tem audiência garantida, por mais irrelevante que seja e por muito longe que esteja de estar comprovada, muito comprometemos deveres deontológicos essenciais.
Quando a tentação de ceder à difusão de imagens (de preferência chocantes), de proveniência não profissional e até de origem desconhecida, ou pelo menos de origem que seriamente não pode ser comprovada, prevalece sobre o escrúpulo pelo dever de lealdade, estamos perante um problema muito sério de deontologia.
Na lista A – Unidade e Participação, queremos discutir estes temas com abertura e sem complexos, mas com responsabilidade. É isso que exigem os jornalistas que se batem por um Jornalismo pautado por elevados padrões de exigência. E é isso que reclama o público que servimos.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Deontologia: 6 – Por um Jornalismo ético


Os candidatos da lista A – Unidade e Participação não renunciam ao velho e “sagrado” princípio de que a deontologia do jornalismo é tarefa da incumbência dos próprios jornalistas e das suas organizações de classe.
É por isso que se candidatam: para contribuir para tornar o Conselho Deontológico mais actuante e mais prestigiado, tanto junto dos sócios e da classe em geral, como do público e das instituições, projectando na sociedade a imagem real de uma profissão que se quer balizada por altos níveis de exigência ética.
Ao proporem a participação do CD “em parcerias sociais destinadas a promover o respeito
ético e deontológico da informação e dos media”, os candidatos da lista A não sugerem
alguma forma de renúncia dos jornalistas à sua auto-regulação.
Pelo contrário, as parcerias sociais não são formas de diluição dos valores do jornalismo, antes exigem dos jornalistas uma auto-regulação mais activa e uma consciência clara das suas responsabilidades sociais.
Um diálogo mais estreito com a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, sempre no respeito pelas atribuições, competências e autonomia de cada um, é um campo que deve ser explorado.
A eventual recuperação da discussão com vista à criação de um Conselho de Imprensa com a participação paritária dos jornalistas e das empresas, tendo como objecto a promoção do Jornalismo ético e responsável, é outro campo para abrir sem preconceitos.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Depoimento de Nuno Miguel Maia


Completei, já, 20 anos no jornalismo. Quando comecei, estava longe de imaginar a atual curva descendente de vários aspetos na profissão: crise de modelo de negócio, de condições laborais, de valores deontológicos. Um pouco por tudo isto, hoje as notícias confundem-se com “conteúdos”. O que torna imperativo que se estabeleçam bem as fronteiras entre o que deve ser considerado jornalismo e o que está fora dele, das suas regras.
Somos cada vez menos. Mas tenho para mim que, ao invés de nos dividir, tal realidade deve unir-nos e levar-nos a participar e dar o nosso contributo, por modesto que seja, no âmbito da única organização profissional suscetível de representar e congregar os jornalistas e os seus interesses.
Nesta medida, creio ser do interesse de todos voltar a ter nas lides sindicais, designadamente no Conselho Deontológico (e poderia ser em qualquer outro órgão), quem efetivamente está preparado, tem vocação e autoridade profissional para tal. Alfredo Maia é o mais capaz para encabeçar tal tarefa e responsabilidade de marcar o reduto da deontologia – aquilo que ainda distingue o (cada vez mais importante e necessário) jornalismo de qualquer outro “conteúdo” confundível.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Depoimento de Susana Oliveira


O jornalismo está hoje à prova como nunca antes. A internet e o digital encurtaram todos os prazos. É tudo mais rápido. É tudo infinitamente mais complexo.
Os ‘media’ aprenderam da pior maneira como esta revolução na informação se tornou numa faca de dois gumes.
A Internet, as redes sociais e a facilidade e rapidez de divulgação das chamadas ‘fake news’ tornaram mais premente a necessidade de alguém que, como o jornalista, garanta a veracidade da informação. Que cruze fontes. Que seja exigente com a ética e a deontologia.
Tornaram por isso mais notória a necessidade do jornalismo.
O acesso cada vez mais fácil à informação trouxe também novos dilemas éticos aos jornalistas. Para manter ou roubar audiências, as linhas vermelhas são muitas vezes pisadas. E muitas vezes por aqueles que, tendo em conta a sua precariedade laboral, não conseguem resistir à pressão. Há contas a pagar no final do mês. Não que isto desculpe, ou torne menos importante a obrigação maior do jornalista: ser rigoroso, imparcial, cumprir o código deontológico e pugnar para que dele não se desviem os seus pares. Isto só se consegue com um jornalismo verdadeiramente livre.
A internet, logo ali à mão, é cada vez mais uma valiosa ferramenta de pesquisa. E os gigantes tecnológicos que ‘dominam’ o espaço de informação pública não dão prioridade à informação como um bem público, como o jornalismo profissional faz. Com os seus complexos algoritmos, conduzem o negócio com um objetivo simples: encorajar a informação viral que agarre cliques suficientes para atrair publicidade. Não importa se a informação é verdadeira, o que conta é se é provocadora, sensacionalista o suficiente para atrair a atenção do próximo clique. Sempre houve ‘fake news’, mas a sua disseminação não era tão fácil como agora. E as ‘fake news’ só se combatem com factos, fontes e rigor.

É por um jornalismo livre, digno, verdadeiro, respeitável e respeitador que me candidato por esta lista. A Lista A, claro.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Deontologia: 5 – O CD e a cidadania crítica




O compromisso de “apoiar e participar em iniciativas de literacia para os media destinadas a criar públicos exigentes e críticos relativamente à dimensão ética e deontológica da qualidade da informação” é assumido a sério pela lista A – Unidade e Participação.
O Conselho Deontológico não pode fechar-se ao escrutínio cívico do trabalho dos jornalistas e nem sequer à avaliação do desempenho da sua missão de velar pela deontologia profissional e de contribuir para a elevação dos padrões éticos do Jornalismo.
Por isso, o CD deve estar disponível para colaborar em iniciativas de educação para os media, nomeadamente nas escolas, mas também em colectividades, contribuindo para a formação de públicos mais exigentes.
O CD deve ainda incentivar e apoiar activamente a criação e o funcionamento de “clubes de leitura” e outras formas de participação, estimulando os cidadãos a desenvolverem actividades de discussão e crítica sobre os conteúdos dos media.

Explicação de uma candidatura

  
Ao apresentar as candidaturas ao Conselho Deontológico e ao Conselho Geral, no âmbito das eleições de 21 de Fevereiro para os próximos órgãos sociais do Sindicato dos Jornalistas, a Lista A – Unidade e Participação tornou claras as razões essenciais pelas quais se apresenta aos associados.

O CD na primeira linha
Em relação ao Conselho Deontológico, queremos contribuir para a valorização do órgão de auto-regulação mais importante que os jornalistas possuem, devolvendo-lhe o papel central que já teve e é urgente retomar.
O Conselho Deontológico não é “apenas” um órgão do SJ. É uma instituição reconhecida pelos jornalistas em geral, pela sociedade e até pelos tribunais. Deve voltar a estar na primeira linha da defesa do Jornalismo de qualidade e eticamente responsável.
Por isso, entre as tarefas de maior urgência e que exige a mobilização dos jornalistas, está a preservação do Conselho Deontológico. Queremos projectar na classe e no público a importância das suas competências e do seu papel histórico na credibilização do Sindicato dos Jornalistas e do Jornalismo.

Uma voz plural
No que diz respeito ao Conselho Geral, queremos contribuir para a sua dinamização como órgão de expressão plena do pluralismo e da diversidade da classe, como voz colectiva que debate e propõe.
Queremos que seja também o espaço dos que têm opiniões diferentes e que se inquietam, que interpelam. Que aconselham a Direcção e os demais órgãos, mas questionam omissões – por exemplo, sobre a negociação colectiva – e que dão mais força à unidade, quando se trata de defender os direitos dos jornalistas, os postos de trabalho e o trabalho com direitos.
Por isso a Lista A – Unidade e Participação mobilizou para este projecto um conjunto de camaradas com larga experiência sindical, desde os locais de trabalho ao exercício de funções na Direcção e no Conselho Geral.

Prestar contas 
Ao reagrupar, nestas eleições, muitos jornalistas que dedicaram boa parte das suas vidas à causa sindical e que têm participado em conjunto em sucessivas listas, a Lista A – Unidade e Participação representa um espaço de aprofundamento de um projecto sindical que continua válido e que encerra potencialidades que não se deve desperdiçar.
No actual quadro, não se verificaram todas as condições apropriadas que permitissem apresentar aos sócios uma proposta sindical global, traduzida na entrega de uma lista integral, isto é, com candidaturas a todos os órgãos do Sindicato, com capacidade para responder com qualidade em todas as frentes e a todos os desafios. Não apresentamos listas para preencher lugares por preencher, nem para cumprir calendário.
Os candidatos da Lista A – Unidade e Participação assumem um importante conjunto de compromissos e ideias que vão levar à prática nos órgãos para os quais serão eleitos – o Conselho Deontológico e o Conselho Geral – e dos quais prestarão contas aos sócios e aos jornalistas.

Para o Conselho Deontológico e o Conselho Geral, 

vota lista A - Unidade e Participação

Os eleitos pela lista A